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Os melhores do Euro 2008 Junho 30, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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A UEFA elegeu a selecção ideal do Euro 2008, que ontem terminou com a vitória da selecção de Espanha.

Alguns esquecimentos, escolhas politicamente correctas e as habituais injustiças.

O melhor jogador do torneio, segundo a UEFA, foi o espanhol Xavi, médio do Barcelona.

São estes os 23:

Guarda-redes: Gianluigi Buffon (Ita), Iker Casillas (Esp) e Edwin van der Sar (Hol)  
 
Defesas: José Bosingwa (POR), Philipp Lahm (Ale), Carlos Marchena (Esp), Pepe (POR), Carles Puyol (Esp) e Yury Zhirkov (Rus)
 
Médios: Hamit Altintop (Tur), Luka Modric (Cro), Marcos Senna (Esp), Xavi Hernandez (Esp), Konstantin Zyryanov (Rus), Michael Ballack (Ale), Cesc Fabregas (Esp), Andrés Iniesta (Esp), Lukas Podolski (Ale) e Wesley Sneijder (Hol)
 
Avançados: Andrey Arshavin (Rus), Roman Pavlyunchenko (Rus), Fernando Torres (Esp) e David Villa (Esp)

OLÉ!!! Junho 30, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Espanha, Euro 2008, Futebol.
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Chega ao fim um mês de futebol e ganha a melhor equipa. Será um pouco esta a noção que fica no final deste Euro 2008.

Desde o início da prova, a selecção espanhola terá sido aquela que mais entusiamou e ontem faltava apenas provar que era superior ao cinismo e eficácia alemã.

44 anos depois, os espanhóis merecem ter a selecção campeã da Europa e foi justo que fosse Torres (até agora um pouco desaparecido) a dar a vitória à roja .

Já aqui tinha referido, mas é curioso como o mundo roda. Há 20 dias Luís Aragonés era pouco querido (para não ser mais duro) e sai agora do comando técnico da equipa espanhola como herói: vitória da preserverança.

Enfim Espanha Junho 27, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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24 anos depois de marcar presença numa final europeia e 44 anos depois de ter vencido um europeu (precisamente num jogo contra a Rússia, os adversários de ontem), La Roja vai voltar a estar presente nos grandes palcos.

Em boa medida surprendente esta conquista da equipa espanhola que a 10 de Junho, aquando do começo do campeonato, era apontada só como uma eterna favorita que mais tarde ou mais cedo voltaria a desiludir. Chegavam mesmo notícias de que muitos espanhóis não faziam questão de apoiar a selecção espanhola, não só pelo acumular de desilusões como pela imagem do treinador Luís Aragonés, pouco amado em terra de reis.

Hoje já ninguém se lembra da ausência de Raúl ou das prestrações frustantes de nuestros hermanos noutras andanças. Muitos comentadores começam as suas intervenções por pedir desculpa pelas palavras pouco sensatas de alturas recentes. Talvez seja chegada a hora de Espanha confirmar o seu talento, pois ao nível de clubes ninguém ousa sequer contestá-lo.

A euforia não deve, contudo, atingir proporções desmedidas, uma vez que o próximo e derradeiro opositor é “só” a Alemanha, tricampeã europeia, que neste europeu já mostrou que anda de mãos dadas com a eficácia, apesar do pouco brilhantismo.

Uma última palavra para a Rússia. Bom campeonato, a mostrar que o futebol russo poderá voltar a impor-se como uma das potências do continente europeu. Contudo, o jogo de ontem deixou um pouco a desejar de tão empolgantes que foram as partidas anteriores.

Alemanha na final Junho 26, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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A selecção da Alemanha é a primeira finalista do Euro 2008.

A equipa que fica pelo caminho é a Turquia, mas talvez a novidade do jogo de ontem seja mesmo o facto de a Turquia se ter apresentado frente aos alemães sem quaisquer temores.

Numa primeira parte que foi, claramente, dominada pela Turquia, o resultado ao intervalo parecia algo injusto. O 1-1 castigava o desperdício turco e premiava a eficácia alemã: 1 remate 1 golo, numa jogada em tudo idêntica ao 1-0 frente a Portugal.

A segunda parte trouxe mais do mesmo: a Turquia mais dominante e a Alemanha a marcar. A Turquia reagiu e à beira do fim conseguiu empatar o jogo (2-2), mas a Alemanha acabou por matar com as armas que os turcos já haviam utilizado neste europeu: aos 90′, Lahm, numa arrancada pela direita, fez o 3-2 e colocou a Alemanha na final, quando já se advinhava o prolongamento… que a Túrquia merecia.

Eficácia alemã rumo a Viena.

Rússia de luxo Junho 23, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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Se a Holanda tinha deliciado todos os adeptos de futebol com as exibições frente a Itália e França, os russos puseram fim ao show off  laranja e mostraram superioridade durante toda a partida. Pareceu mesmo injusto a ida para prolongamento.

Dentro do carrocel russo um destaque evidente: o 10, Asharvin. Castigado nos dois primeiros jogos, em outros dois apresentou-se como um sério candidato a melhor jogador do torneio.

Na outra meia final, espanhóis e italianos gastaram duas horas sem mostrar argumentos e para combater a malapata do 22 de Junho, a Espanha teve mais sorte nos penalties.

Algo me diz que o jogo da meia-final, frente aos russos, não vai ser tão fácil como foi o da primeira fase e que mais improvável ainda é que se repita o resultado de então: 4-1, favoráel à roja

Turquia das sete vidas Junho 21, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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Inacreditável o poder mental (também alguma sorte) desta selecção turca.

Quatro jogos disputados neste Euro 2008 e a equipa turca nunca se encontrou em situação de vantagem sobre nenhum dos opositores que enfrentou. Mais: em três desses quatro jogos a equipa turca acabou por ganhar. Só Portugal conseguiu pôr em marcha o marcador e no final arrecadar os 3 pontos da vitória.

Depois de nos últimos minutos de jogo terem colocado a anfitriã Suíça fora da competição, nos últimos instantes terem recuperado de um 2-0 e roubarem o acesso dos quartos-de-final à República Checa, os turcos deram mais uma mostra de que um jogo de futebol só termina quando o árbitro apita pela última vez.

Duas horas inteiras de futebol sem golos. De repente, aos 119′ os croatas marcam ao aproveitarem uma oferta de Rustu, o guarda-redes turco. Os croatas deliraram e perceberam que era a fuga aos inevitáveis penalties. Nas bancadas, os turcos morriam na praia. Quando a bola volta ao centro faltava menos de um minuto para os 120′ regulamentares e o banco da Croácia estava deserto… já todos se preparavam para invadir o campo e comemorar o apuramento histórico que se advinhava.

Engano puro: Semih Senturk decidiu mudar o guião e aos 122′ com um pontapé que surgiu do nada silenciou o estádio. Pelo menos do lado croata. Expressões incrédulas entre olhavam-se e pareciam perguntar se aquele volte face era legalmente permitido. A Turquia acabara de operar mais um milagre e percebeu-se que o jogo acabara ali, pois os croatas pareciam ter acabado de sofrer não um, mas dez golos. Bilic, treinador croata, era dos mais incrédulos e não foi de admirar a falta de pontaria croata da marca dos 11 metros. O jogo acabara quando a Turquia conseguira o empate. Se a decisão por penalties é um teste psicológico, a Croácia entrou na sala de aula depois de uma crise emocional.

Para a Turquia foi uma noite histórica e na lembrança ficará uma noite memorável em que as palavras não cumprem a sua total função. Enquanto via a festa lembrava-me que para aqueles rapazes de tons morenos acabara de acontecer o seu Portugal-Inglaterra, que nós guardaremos na memória por muitos anos.

Para fazer face à Alemanha vai ser preciso mais do que coração, mas há que não subestimar as potencialidades destes turcos, que ontem até surpreenderam com um futebol muito agradável.

Portugal cai de pé Junho 20, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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Chegou ao fim a participação de Portugal no Euro 2008. A selecção abandona a Suíça depois de uma boa exibição frente aos alemães, mas fica a clara sensação de que foi pouco. Foi pouco porque os portugueses esperavam mais, foi pouco porque «lá fora» se esperava mais e pouco porque havia valor para mais.

Qual profeta da desgraça, já tinha adiantado que esta Alemanha não estava tão moribunda como eles próprios fizeram querer atribuindo o favoritismo à selecção das quinas. Isso terá feito mesmo parte de uma estratégia, bem conseguida, diga-se. A Alemanha estudou bem o jogo de Portugal: explorou as fragilidades defensivas com dois lances de bola parada iguais e anulou parcialmente o ataque de Portugal, nomeadamente Cristiano Ronaldo e Simão. Deco foi a única camisola vermelha com liberdade e a poder mostrar valor. É o jogo alemão no seu esplendor máximo: eficácia e solidez. Justos vencedores, na minha opinião, sendo no entanto certo que não maravilham as bancadas.

Mais do que um jogo, chegou ao fim um ciclo: o ciclo de Scolari e de um conjunto de prestações que, apesar de não serem brilhantes e inigualáveis, são bastante positivas e deixam uma marca no palmarés do futebol nacional. Para além disso, fica uma ligação dos portugueses à selecção, naquele que bem pode ser um alvo de estudo enquanto fenómeno social. A manchar o melhor pano fica a impressão de que Scolari sai mal, precipitando o anúncio da partida para o Chelsea. Bem se podia ter esperado pelo final da participação portuguesa e agora é certo que a novela vai conhecer pormenores. Mas daí, certamente, será pouco o proveito.

Olhando o futuro, imediato, está o próximo nome a orientar a selecção. O rol de nomes vai ser extenso, mas em termos de escolha acertada pouco se poderá hesitar. Portugal precisa de alguém com nome, mas não só. Alguém que não negligencie este passado recente e o saiba continuar, mas que não fique agarrado a ele. Alguém que saiba tirar deste grupo de atletas o melhor que ainda têm para dar: esta é uma nova geração e os tempos mais produtivos surgirão daqui por dois, três, quatro anos. É imperioso que surja alguém que trabalhe o presente, mas não nos hipoteque o futuro, porque a selecção é isso: um trabalho de futuro, de gerações.

Com estes pontos prévios, só vejo dois nomes para se sentar no banco de Portugal. Um deles é provavelmente o melhor treinador do mundo e tem uma nova etapa no horizonte: José Mourinho. Assim sendo, resta um.

Este senhor…  

 

Portugal a postos Junho 19, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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A pouco mais de uma hora de dar o ponta pé de saída nos jogos dos quartos-de-final, Portugal e Alemanha trocaram «impressões» durante toda a semana.

Estou confiante na vitória portuguesa, acredito, mas também acredito que se tem exagerado na história do «somos os favoritos». Aliás, esse é mesmo o meu maior receio para os 90 minutos de mais logo.

Talvez seja a condição de pequenez a que estamos, nós portugueses, habituados, mas causa-me alguma estranheza que toda a Europa assuma Portugal como o principal candidato à vitória final. É certo que elevar a fasquia ao máximo serve para motivar, mas espero que lá dentro (no interior do balneário) não haja a teoria que há cá fora na plateia: A ideia de que isto não passam de favas contadas.

Julgo mesmo que esta estratégia de pôr Potugal nos píncaros faz parte disso mesmo, uma estratégia para dislumbrar os portugueses e lhes retirar discernimento. A maior prova será mesmo mostrar como estamos à vontade para lidar com essa diferente forma de pressão.

Haja fé…

Rússia a crescer Junho 19, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto.
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Não terá sido impressionante, mas foi certamente uma das exibições mais agradáveis que uma equipa fez neste Euro 2008. A Rússia carimbou ontem a passagem aos quartos-de-final, depois de bater a Suécia po 2-0.

Sempre bem organizados, como não acontecera, sobretudo, no primeiro jogo (com a Espanha) os russos praticaram um futebol vistoso, tendo ainda o pecado de falharem muitas oportunidades.

Nos quartos-de-final a Rússia vai encontrar a super Holanda e daí só pode resultar um grande jogo. Outra nota de curiosidade vai para o seleccionador russo, Guus Hiddink, que depois de operar vários “milagres” por todo o mundo futebolístico vai ter de enfrentar a selecção do próprio país.

Salvaram-se os italianos Junho 18, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto.
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Naquele que era anunciado como o grupo da morte e em que a Holanda se revelou sempre «imortal», foi a Itália que acabou por fugir para os quartos-de-final, deixando na guilhotina a França e a já esperada Roménia.

Depois da derrota frente aos nerazzurri, os gauleses deixaram o Euro 2008 apenas com um ponto conquistado, 1 golo marcado e 6 sofridos. Foi uma selecção pouco parecida com a França que em 1998 e 2000 se sagrou campeã do mundo e da europa, respectivamente, e impõe-se agora um período de transição, com a busca de novas soluções, que podem mesmo começar pelo treinador Domenech.

A Itália está também longe da melhor forma e de impressionar pelo título de campeã mundial que ostenta, mas depois de atingir os quartos-de-final é quase certo que os transalpinos despertem. A ver vamos se chega para levar de vencida a fúria espanhola.

Já ontem, a Alemanha apurou-se sem surpresas e entra no jogo com Portugal sem a condição de favorito. Mas não são as expectativas que ganham jogos.