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Portugal cai de pé Junho 20, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Desporto, Euro 2008, Futebol.
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Chegou ao fim a participação de Portugal no Euro 2008. A selecção abandona a Suíça depois de uma boa exibição frente aos alemães, mas fica a clara sensação de que foi pouco. Foi pouco porque os portugueses esperavam mais, foi pouco porque «lá fora» se esperava mais e pouco porque havia valor para mais.

Qual profeta da desgraça, já tinha adiantado que esta Alemanha não estava tão moribunda como eles próprios fizeram querer atribuindo o favoritismo à selecção das quinas. Isso terá feito mesmo parte de uma estratégia, bem conseguida, diga-se. A Alemanha estudou bem o jogo de Portugal: explorou as fragilidades defensivas com dois lances de bola parada iguais e anulou parcialmente o ataque de Portugal, nomeadamente Cristiano Ronaldo e Simão. Deco foi a única camisola vermelha com liberdade e a poder mostrar valor. É o jogo alemão no seu esplendor máximo: eficácia e solidez. Justos vencedores, na minha opinião, sendo no entanto certo que não maravilham as bancadas.

Mais do que um jogo, chegou ao fim um ciclo: o ciclo de Scolari e de um conjunto de prestações que, apesar de não serem brilhantes e inigualáveis, são bastante positivas e deixam uma marca no palmarés do futebol nacional. Para além disso, fica uma ligação dos portugueses à selecção, naquele que bem pode ser um alvo de estudo enquanto fenómeno social. A manchar o melhor pano fica a impressão de que Scolari sai mal, precipitando o anúncio da partida para o Chelsea. Bem se podia ter esperado pelo final da participação portuguesa e agora é certo que a novela vai conhecer pormenores. Mas daí, certamente, será pouco o proveito.

Olhando o futuro, imediato, está o próximo nome a orientar a selecção. O rol de nomes vai ser extenso, mas em termos de escolha acertada pouco se poderá hesitar. Portugal precisa de alguém com nome, mas não só. Alguém que não negligencie este passado recente e o saiba continuar, mas que não fique agarrado a ele. Alguém que saiba tirar deste grupo de atletas o melhor que ainda têm para dar: esta é uma nova geração e os tempos mais produtivos surgirão daqui por dois, três, quatro anos. É imperioso que surja alguém que trabalhe o presente, mas não nos hipoteque o futuro, porque a selecção é isso: um trabalho de futuro, de gerações.

Com estes pontos prévios, só vejo dois nomes para se sentar no banco de Portugal. Um deles é provavelmente o melhor treinador do mundo e tem uma nova etapa no horizonte: José Mourinho. Assim sendo, resta um.

Este senhor…  

 

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