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Jogos Olímpicos: mais em 2012 Agosto 25, 2008

Posted by Bruno Miguel Dias in Jogos Olímpicos.
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A cerimónia de encerramento, à semelhança do que acontecera na de abertura, foi magnânime e ilustrou a forma como a China encarou os Jogos Olímpicos: o objectivo era que fossem inesquecíveis, os melhores de sempre. De acordo com os que presenciaram os 16 dias de competição essa condição foi mesmo atingida, com uma organização irrepreensível e sem erros de maior.

A China, apesar das visíveis limitações impostas aos mais elementares direitos humanos, demonstrou ao mundo ocidental como a oriente também é possível organizar na perfeição um evento desta dimensão.

Contudo, a imagem da China não se fez apenas pela organização imaculada. Desportivamente, a potência asiática obteve a melhor participação de sempre em provas olímpicas, ao conquistar mais de 100 medalhas e ficar bem perto dos EUA. Segundo os analistas pouco importa esse punhado de medalhas a menos, uma vez que foi a China que conqustou o maior número de medalhas de ouro e assim deve ser justamente consagrada como a justa vencedora destes Jogos. Algo que, a avaliar pelas páginas dos diários norte-americanos, não parece fácil de reconhecer.

Os Jogos Olímpicos chegaram ao fim e o testemunho foi passado a Londres, onde em 2012 novos recordes esperam por ser batidos.

Recordes. Foi, por certo, esse o objectivo de Michael Phelps ao aterrar na China. Deixou para trás o recorde de sete medalhas de Mark Spitz e por oito vezes ocupou o lugar cimeiro do pódio. Será tal feito suficiente para nomear Phelps como o Atleta destes jogos? Também aqui não há consenso, muito graças à fabulosa prestação de Usain Bolt que facilmente venceu os 100 e 200 mts no atletismo. Mais impressionante é ainda o facto de ter batido o recorde dos 100 mts quando os últimos 20 mts foram já em ritmo de celebração.

A Portugal chegam duas medalhas: da prodigiosa Vanessa Fernandes e do talentoso Nelson Évora. Prata e Ouro, respectivamente. Com as duas medalhas chega também o balanço desta participação e a polémica. Se apenas com uma medalha choviam críticas, não é o ouro de Évora que deve mascarar a realidade da participação portuguesa. No entanto, terá sido isso que pensou Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal. Quando Naide Gomes, uma das esperanças de Portugal nos JO, falhou a qualificação, Vicente Moura precipitou-se a dizer que seria altura de abandonar o cargo e abrir uma época de renovação. Ora, qual não é o espanto, quando o salto de Nelson Évora é aproveitado pelo dirigente para reajustar as suas declarações ao afirmar que talvez ainda haja a possibilidade de continuar à frente dos destinos olímpicos portugueses. O êxito do atleta português não devia servir de elemento de promoção para alguém que não seja o próprio atleta e seu treinador, pelo que só resta uma qualificação possível para este triste episódio: oportunismo.

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